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10.º Concerto Homenagem
11.04.2016

10.º Concerto Homenagem

 Como o tempo passa... Dez anos, dez concertos. Uma efeméride a assinalr por si mesma! Por isso solicitamos o regresso da nossa grande Amiga para fazer recordar em Viseu o som do cravo, desta vez acompanhado por um órgão positivo. O convite é dirigido, como habitualmente, a todos os amigos e amantes da boa música. Será necessário levantar o bilhete ao balcão da Farmácia Marques até às 14 horas do próprio dia. Eis o programa a executar:

14 Abril: Duo Affectus – Maria Lurdes Alves e Sónia Ferro

 
21h00 – Igreja da Misericórdia.

 

 

Programa

I Parte
J. Blanco (Séc. XVIII)
1.º Concierto de dos Organos em Sol M

L. Boccherini (1743 – 1805)
Quartetti a due Cembali* – II Quartetto em Sol m
*(arr. Anónimo espanhol da 2.ª metade do séc. XVIII de seis quartetos de cordas)
Larghetto
Minuetto

W. A. Mozart (17561 – 1791)
Sonata a quattro mani em Dó M, K.19
Allegro
Menuetto
Rondó
II Parte
Carlos Seixas (1704 – 1742)
Concerto em Lá M
Allegro
Adagio
Giga

Alexandre Rey Colaço (1854- 1928)
Dois fados*
*Versão de Tobias Cardoso

P. A. Soler (1729 – 1783)
Concerto n.º 6 em Ré M
Allegro
Minue

 
A Teoria dos Afetos tem origem nas doutrinas de Retórica e Oratória clássicas que defendiam a possibilidade do orador controlar e dirigir as emoções (ou afetos) dos ouvintes, através do correcto uso das figuras de retórica.
A partir do Renascimento, a analogia entre Retórica e Música foi sublimada, ao ponto de conduzir, nos séculos XVII e XVIII, à formulação de diversas teorias filosófico-musicais (Descartes, Mersenne, Matheson, etc.) afirmando que um determinado trecho musical composto com o objetivo de despertar uma determinada emoção ou sentimento, quando usando correctamente as figuras de retórica, conseguia imitar e, por conseguinte, despertar esse mesmo sentimento em qualquer ouvinte (apenas talvez com ligeiras alterações devidas aos diferentes carácteres e personalidades).
Esta racionalização das emoções vem quase paradoxalmente valorizá-las, tornando os afetos na finalidade, conteúdo e objetivo último da música, pois esta, para os despertar imita-os, (re)criando-os. A música não pretende assim expressar uma ideia concreta de dor ou alegria, mas mover as pessoas, ao ponto de elas sentirem dentro de si a vontade de alguém que chora ou ri.

 

 

Biografias

DUO AFFECTUS
O Duo Affectus nasceu da vontade de fazer ouvir obras menos conhecidas para dois instrumentos históricos de tecla. Alcançou desde a sua origem uma qualidade e notoriedade que cativou um público atento e sensível a novas sonoridades.
Composto por dois instrumentos de tecla barrocos – Cravo e Órgão positivo – apresenta uma combinação invulgar de sonoridades expressivas, e um tipo de repertório que proporciona ouvir composições raras de autores menos conhecidos dos séculos XVII e XVIII – frequentemente em primeira audição nacional.
De referir que utiliza um cravo histórico (cópia de um Dulcken, de 1755), construindo por Merzdorf e uma cópia de um organo di legno ca. 1600, G. Klop.
É gratificante a forma como tem sido aplaudido em diferentes eventos e em vários pontos do país:
– Auditório Municipal de Vila Nova de Gaia;
– Europarque – Sta. Maria da Feira;
– Festival José Baldi – Igreja da Misericórdia – Guarda;
– Festival de Música de Tomar: Sala das Cortes no Convento de Cristo;
– Comemorações do tricentenário do nascimento de Carlos Seixas organizados pela Câmara Municipal de Coimbra: Igreja de Sta. Justa e Casa da Cultura;
– Ciclo de 4 concertos “Seixas e o seu tempo”, comemorativos do tricentenário do nascimento de Carlos Seixas, organizados pela Câmara Municipal do Porto em Novembro de 2004: Palácio do Freixo;
– Comemorações do Ano Inesiano, com um recital: salão Nobre da Câmara Municipal de Coimbra;
– Concerto comemorativo “Mozart e o seu tempo” no Palacete Balsemão, Porto (2006);
– Recital de Cravo e Órgão na abertura da exposição de Camélias no Palácio do Freixo, Porto (2007);
– Festival de Música do Ribatejo – Santarém (2007);
– Concerto integrado no IV Ciclo de Órgão e Música Sacra do Porto, realizado na Igreja do Mosteiro São Bento da Vitória, Porto (2007);
– Concerto integrado no Ciclo Páscoa no Porto, realizado no Palacete dos Viscondes de Balsemão, Porto (2009);
– Concerto de Homenagem ao Professor Aníbal Cunha, realizado na Faculdade de Farmácia do Porto (2012);
– Concerto realizado na Embaixada de Portugal em Bruxelas (2012).

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